Introdução
Cabanagem Revisitada usa fotografia contemporânea para recriar cenas da Cabanagem (1835–1840) e recuperar narrativas esquecidas da Amazônia. A Cabanagem foi uma revolta popular no então Grão-Pará que envolveu indígenas, negros e mestiços e deixou marcas na composição social da região. O projeto coloca descendentes dos cabanos no centro das imagens e confronta documentos históricos com paisagens atuais.
O Projeto
O projeto Cabanagem Revisitada produz uma série de imagens que aproximam presente e passado por meio de locações e encenações. As fotografias usam espaços que ainda preservam traços da época ou que funcionam como contraponto — entre eles, ambientes recuperados como a Casa Multifacetada – Localcine — e incorporam depoimentos orais e objetos herdados por famílias locais. A equipe combina direção de arte, vestuário tradicional e registros documentais para criar cenas que facilitem leituras históricas e pedagógicas.
Referências Artísticas
O trabalho dialoga com representações pictóricas como “O Cabano Paraense” de Alfredo Norfini e com a produção fotográfica que documenta a Amazônia contemporânea. Fotógrafas e fotógrafos como Elza Lima, que registra o cotidiano ribeirinho, e Luiz Braga, que fotografa festas e retratos regionais, inspiraram abordagens de luz e enquadramento. Parte das imagens foi pensada para circulação em galerias e espaços culturais, seguindo exemplos de exibição em locais como a Galeria Ricardo Von Brusky – Localcine.
Objetivos
Resgate histórico: Mostrar a Cabanagem como evento decisivo no Grão-Pará (1835–1840), usando imagens para tornar acessíveis processos políticos e sociais que permanecem pouco visíveis em manuais escolares.
Representatividade: Dar espaço às vozes de descendentes e lideranças locais, documentando relatos e integrando consultorias comunitárias na construção das cenas.
Educação visual: Produzir material didático e curatorial para escolas e instituições que queiram incorporar a história da Cabanagem em atividades de ensino e exposições.
Conclusão
Cabanagem Revisitada recoloca a revolta no debate público ao usar fotografia para recontar episódios de 1835–1840 e suas repercussões hoje. Ao priorizar testemunhos locais e produzir imagens pensadas para ensino e exibição, o projeto fornece materiais que professores, curadores e pesquisadores podem usar para ampliar a compreensão da história amazônica.